Apesar de a nota soberana CC da Argentina contemplar que há maiores chances de ocorrer uma reestruturação da dívida pública do país, não seria “inevitável” que um eventual default fosse adotado no curto prazo, afirmou o codiretor de rating para Américas da Fitch Ratings, Todd Martinez.

“Pode ocorrer um cenário no qual a Argentina acumula reservas suficientes para pagar a dívida que vence no próximo ano. Talvez a combinação de aumento de reservas e algum tipo de arranjo de empréstimos por bancos comerciais poderá levar a Argentina a superar (o risco de default) no próximo ano.”

Por outro lado, Martinez destacou que como os juros para os títulos da dívida pública da Argentina estão muito elevados, poderá ser “muito difícil” para o país ter acesso a mercados antes das eleições à Câmara dos Deputados em 2025.

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De acordo com Todd Martinez, depois da recessão deste ano, na qual a Argentina deverá ter uma queda do produto interno bruto (PIB) de 3,6%, o país deve ter uma razoável recuperação em 2025, quando o PIB deverá avançar 3,9%.

Ele ressaltou ainda que há indicações de que o governo do presidente Javier Milei não pretende tornar a dolarização uma prioridade no curto prazo, pois o país tem baixas reservas cambiais e tal medida precisa da aprovação do Congresso. Martinez fez os comentários em webinar realizado pela Fitch.

Fonte: InfoMoney

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