Washington (Reuters) – O dólar continua sendo a principal moeda de reserva do mundo, e nem o euro nem os países do Brics conseguiram reduzir a dependência global da divisa norte-americana, segundo um novo estudo do Centro Geoeconômico do Atlantic Council.

Segundo o estudo intitulado “Dollar Dominance Monitor” (“Monitor do Domínio do Dólar), o dólar continua a dominar as reservas estrangeiras, o faturamento comercial e as transações monetárias em todo o mundo, e seu papel como a principal moeda de reserva global está garantido a curto e médio prazo.

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A dominância do dólar — o papel desproporcional do dólar norte-americano na economia mundial — foi fortalecida recentemente devido à economia robusta dos Estados Unidos, à política monetária mais rígida e ao aumento dos riscos geopolíticos, mesmo que a fragmentação econômica tenha fortalecido a pressão dos países do Brics para que adotem outras moedas internacionais e de reserva.

O relatório do Atlantic Council diz que as sanções ocidentais contra a Rússia, impostas pelo G7 – os sete países de economia mais avançada – após a invasão da Ucrânia por Moscou, aceleraram os esforços dos países do Brics para desenvolver uma união monetária, mas o grupo não conseguiu progredir em seus esforços de desdolarização.

O Brics é uma organização intergovernamental composta por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos.

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O conselho informou que o Sistema de Pagamento Interbancário Transfronteiriço (CIPS) da China adicionou 62 participantes diretos nos 12 meses até maio de 2024, um aumento de 78%, elevando o total para 142 participantes diretos e 1.394 participantes indiretos.

As negociações em torno de um sistema de pagamento intra-Brics ainda estavam nos estágios iniciais, mas acordos bilaterais e multilaterais dentro do grupo poderiam formar a base para uma plataforma de câmbio ao longo do tempo. Entretanto, esses acordos não eram facilmente escalonáveis, pois eram negociados individualmente, segundo o relatório.

O estudo observa que a China tem apoiado ativamente a liquidez do yuan por meio de linhas de swap com seus parceiros comerciais, mas a participação da moeda chinesa nas reservas globais de moeda estrangeira caiu para 2,3% em relação ao pico de 2,8% em 2022.

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“Isso possivelmente se deve à preocupação dos gerentes de reservas com a economia da China, à posição de Pequim na guerra Rússia-Ucrânia e a uma possível invasão chinesa de Taiwan, contribuindo para a percepção do renminbi (como o yuan é oficialmente chamado na China) como uma moeda de reserva geopoliticamente arriscada”, disse o relatório.

Fonte: InfoMoney

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