O integrantes do Fomc, o comitê de política monetária do Federal Reserve, avaliaram que houve um progresso adicional modesto dos preços em direção à meta de inflação de 2% buscada pelo banco central americano e que, portanto, seria apropriado manter a taxa de juros dentro da atual banda entre 5,25% e 5,50%, onde se encontra desde julho do ano passado. A informação está na ata da última reunião do Fomc divulgada nesta quarta-feira (3).

Foi repetida no documento a afirmação de que “os membros concordaram que não esperavam que seria apropriado reduzir o intervalo da meta até que tenham ganhado maior confiança de que a inflação está se movendo de forma sustentável em direção a 2%”

Segundo o documento do Fed, os membros do Comitê reconhecem que inflação tem diminuído desde o ano passado, mas que permanecia elevada, mas que as perspectivas econômicas atuais são incertas e que permanecem altamente atentos aos riscos de inflação.

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Em sua consideração da política monetária na reunião de 11 e 12 de junho, os participantes observaram que os dados recebidos indicaram um crescimento sólido contínuo da atividade econômica e um mercado de trabalho ainda forte.

“Todos os participantes julgaram que, à luz das condições econômicas atuais e suas implicações para as perspectivas de emprego e inflação, bem como o balanço de riscos, era apropriado manter o intervalo da meta para a taxa de fundos federais entre 5,25% e 5,50%. Além disso, os participantes consideraram que era apropriado continuar o processo de redução das participações em títulos do Federal Reserve”, informa a ata.

Sobre o processo modesto percebido pelos participantes do Comitê, foi observado que parte dele ficou evidente na menor variação mensal no núcleo do índice de preços PCE e na taxa de inflação média mais baixa para abril, com a leitura do CPI de maio fornecendo evidências adicionais.

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“Dados recentes também indicaram melhorias em uma série de categorias de preços, incluindo serviços. Alguns participantes comentaram que o alcance sustentado do objetivo de inflação de 2% seria ajudado por uma inflação geral mais baixa dos preços dos serviços”, diz o texto, destacando que a inflação de preços de habitação (‘shelter’) até agora demorou a cair.

Os participantes sugeriram que uma série de desenvolvimentos no mercado de trabalho apoiaram seu julgamento de que as pressões de preços estavam diminuindo. “Em particular, alguns participantes enfatizaram que o crescimento dos salários nominais, embora ainda acima de taxas consistentes com a estabilidade de preços, havia diminuído, notadamente em setores intensivos em mão-de-obra”, comenta o texto.

Para os participantes do Fomc, a demanda e a oferta no mercado de trabalho continuaram a se equilibrar melhor. “Os participantes observaram que muitos indicadores do mercado de trabalho apontavam para um grau reduzido de aperto nas condições do mercado de trabalho. Estes incluíram uma taxa de abertura de emprego em declínio, uma taxa de desligamentos mais baixa, aumentos no emprego em tempo parcial por razões económicas, uma taxa de contratação mais baixa, uma nova descida na proporção de ofertas de emprego para trabalhadores desempregados e um aumento gradual da taxa de desemprego.”

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Os participantes também observaram que indicadores recentes sugeriram que a atividade econômica continuou a se expandir em um ritmo sólido. “Os participantes esperavam que o crescimento real do PIB este ano ficasse abaixo do forte ritmo registrado em 2023, e observaram que os dados recentes sobre a atividade econômica eram amplamente consistentes com a desaceleração esperada”, diz a ata.

Fonte: InfoMoney

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