O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), oferecerá um jantar ao presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, na noite desta segunda-feira (10).

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o encontro ocorrerá depois de uma homenagem a Campos Neto, que receberá o “Colar de Honra ao Mérito Legislativo” em cerimônia na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

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O jantar deve ter início por volta das 21 horas, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Embora o encontro seja considerado um jantar reservado, alguns banqueiros e membros do mercado financeiro devem participar.

Tarcísio e Campos Neto têm boa relação e se aproximaram desde que o hoje governador de São Paulo foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser ministro da Infraestrutura no governo anterior. Campos Neto, por sua vez, foi indicado por Bolsonaro para comandar o BC.

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Em meio a especulações no mundo político sobre o futuro de ambos, tanto Tarcísio quanto Campos Neto têm evitado falar sobre o tema. O governador paulista é apontado como um dos nomes mais fortes para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026.

Campos Neto, por sua vez, deve retornar à iniciativa privada após o fim do seu mandato na presidência do BC, em 31 de dezembro de 2024. No ano que vem, Lula indicará um novo nome para comandar a autoridade monetária – o mais cotado é o atual diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo.

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Eleições 2026

Nas últimas semanas, Tarcísio voltou a entrar na mira de setores do grupo mais radical de apoio a Bolsonaro, que veem o governador paulista interessado em concorrer à Presidência da República em 2026.

Impossibilitado de concorrer a qualquer cargo até 2030, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decretar sua inelegibilidade, Bolsonaro ainda alimenta, em alguns aliados, a esperança de que a decisão possa ser revertida na Justiça Eleitoral. Assim, os bolsonaristas mais radicais seguem apostando que o ex-presidente tenha condições de enfrentar Lula em 2026.

“Não estou pensando na eleição de 2026. Não tenho o menor interesse nisso. Zero”, despistou Tarcísio, em recente encontro com investidores.

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Boatos sobre distanciamento

Nas últimas semanas, surgiram de rumores de um suposto distanciamento entre Bolsonaro e Tarcísio e até de certo incômodo do entorno do ex-presidente com a atuação do governador.

Segundo integrantes do núcleo duro do bolsonarismo, Tarcísio tem feito acenos em demasia ao Judiciário e tentado se aproximar de figuras como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), desafeto de Bolsonaro.

Também teria irritado os aliados próximos do ex-presidente a participação de Tarcísio em um jantar organizado pelo empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck. Apesar das especulações, tanto Bolsonaro quanto Tarcísio negam qualquer atrito.

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Possível “herdeiro” do bolsonarismo

Tarcísio de Freitas integra o campo conservador e pode se credenciar a herdar o espólio político de Bolsonaro, que também é disputado por nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Os governadores de São Paulo e Goiás prestigiaram Bolsonaro no ato a favor do ex-presidente que reuniu centenas de milhares de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 25 de fevereiro – apenas Tarcísio discursou.

Além da possibilidade de disputar o Planalto, Tarcísio pode se candidatar a um eventual segundo mandato como governador de São Paulo em 2026. 

Fonte: InfoMoney

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