Não é porque um banco corta o preço-alvo de uma ação que ele rebaixa sua recomendação. É o que se pode concluir da revisão das estimativas do Bank of America (BofA) para  as ações dos quatro maiores bancos brasileiros listados na B3.

O BofA vê um menor potencial de valorização das ações do Itaú (ITUB4), do Banco do Brasil (BBAS3), do Bradesco (BBDC4) e do Santander (SANB11) no horizonte previsível.

Apesar de uma perspectiva de custo de capital mais elevado para o setor financeiro, as recomendações do BofA para os papéis dos bancões brasileiros foram mantidas.

“Continuamos gostando de bancos de varejo no Brasil, notadamente Banco do Brasil, Itaú e Santander. Na nossa opinião, a combinação de receitas diversificadas, funding abundante, boa capacidade de controlar custos e balanços sólidos fazem deles um porto seguro em períodos voláteis do mercado”, afirmam Mario Perry, do Bank of America, e Flavio Yoshida, da Merrill Lynch.

Segundo eles, o baixo desempenho das ações em um ano coloca as avaliações em linha com a média histórica de 10 anos para o Itaú e o Banco do Brasil, e bem abaixo para o Santander e Bradesco. “Porém, ainda vemos o Bradesco com vários desafios pela frente, o que nos impede de ficarmos mais otimistas.”

Novos preços-alvo

O BofA reduziu o preço-alvo para Itaú (ITUB4) R$ 40 para R$ 38, o que resulta em um potencial de valorização de 22% diante da cotação dos papéis no fechamento de ontem na B3. A recomendação para as ações do Itaú é de compra. Para Banco do Brasil (BBAS3), o preço-alvo foi reduzido de R$ 34 para R$ 33, cotação 21% acima do fechamento de ontem, mas a recomendação de compra foi mantida.

Para as units do Santander (SANB11), o preço-alvo foi reduzido de R$ 36 para R$ 34. Ainda assim, os analistas esperam uma valorização de 26% sobre o último fechamento. A recomendação para os papéis do Santander é de compra.

Os analistas do BofA cortaram a expectativa de preço para os papéis do Bradesco (BBDC4) de R$ 15 para R$ 14, com potencial de valorização de 17% sobre o preço do fechamento anterior. A recomendação para as ações é neutra.

A avaliação dos analistas do BofA é que as condições macroeconômicas são desafiadoras, mas a tendência para Itaú, Santander e Banco do Brasil é de resiliência. No caso do Bradesco, eles esperam que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) continue abaixo do custo de capital em 2025.

Fonte: SeuDinheiro

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